quarta-feira, 21 de setembro de 2016

99 DOSES DE NIETZSCHE

http://www.revistabula.com/3127-99-doses-de-nietzsche/

Publicado no Brasil pela editora Sextante, “Nietzsche para Estressados” é um pequeno manual que reúne 99 máximas do gênio alemão e sua aplicação a várias situações do dia a dia. No livro, cada capítulo é iniciado por um aforismo de Nietzsche, seguido de uma interpretação atual feita por Allan Percy, autor da compilação.

Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em 1844, na cidade alemã de Röcken. Escreveu centenas textos críticos sobre religião, moral, cultura contemporânea, filosofia e ciência, exibindo uma predileção por metáfora, ironia e aforismo. Seu legado filosófico até hoje não perdeu o poder de inspirar.

“Aos 25 anos Nietzsche já era professor de filologia clássica. No entanto, sua atividade docente foi interrompida em 1870, quanto estourou a Guerra Franco-Prussiana. Nietzsche participou do conflito como enfermeiro, mas foi obrigado a abandonar Guerra por causa de uma disenteria, da qual nunca se recuperou totalmente. Obrigado a se aposentar prematuramente por conta de sequelas da doença, Nietzsche viveu na Riviera francesa e no norte da Itália, lugares que considerava ideais para pensar e escrever. Sozinho e frustrado por suas obras não alcançarem o sucesso desejado, foi vítima de seus primeiros acessos de loucura em 1889, quando morava em Turim e estava praticamente cego. Morreu em 1900, depois de longas temporadas em clínicas psiquiátricas.” Neste post, reunimos os 99 aforismos compilados por Allan Percy.

1 — Quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa.

2 — O destino dos seres humanos é feito de momentos felizes e não de épocas felizes.

3 — Nós nos sentimos bem em meio à natureza porque ela não nos julga.

4 — Precisamos pagar pela imortalidade e morrer várias vezes enquanto estamos vivos.

5 — O valor que damos ao infortúnio é tão grande que, se dizemos a alguém “Como você é feliz!”, em geral somos contestados.

6 — Nossos tesouro está na colmeia de nosso conhecimento. Estamos sempre voltados a essa direção, pois somos insetos alados da natureza, coletores do mel da mente.

7 — A palavra mais ofensiva e a carta mais grosseira são melhores e mais educadas que o silêncio.

8 — Nossa honra não é construída por nossa origem, mas por nosso fim.

9 — O homem que imagina ser completamente bom é um idiota.

10 — As pessoas que nos fazem confidências se acham automaticamente no direito de ouvir as nossas.

11 — Precisamos amar a nós mesmos para sermos capazes de nos tolerar e não levar uma vida errante.

12 — Só quem constrói o futuro tem o direito de julgar o passado.

13 — Alegrando-se por nossa alegria, sofrendo por nosso sofrimento — assim se faz um amigo.

14 — Não devemos ter mais inimigos que as pessoas dignas de ódio, mas tampouco devemos ter inimigos dignos de desprezo. É importante nos orgulharmos de nossos inimigos.

15 — O sucesso sempre foi um grande mentiroso.

16 — O homem é algo a ser superado. Ele é uma ponte, não um objetivo final.

17 — Falar muito de si mesmo pode ser uma forma de se ocultar.

18 — As pessoas nos castigam por nossas virtudes. Só perdoam sinceramente nossos erros.

19 — O reino dos céus é uma condição do coração e não algo que cai na terra ou que surge depois da morte.

20 — O homem é, antes de tudo, um animal que julga.

21 — A melhor arma contra o inimigo é outro inimigo.

22 — Os maiores êxitos não são os que fazem mais ruído e sim nossas horas mais silenciosas.

23 — O indivíduo sempre lutou para não ser absorvido por sua tribo. Se fizer isso, você se verá sozinho com frequência e, às vezes, assustado. Mas o privilégio de ser você mesmo não tem preço.

24 — Quem é ativo aprende sozinho.

25 — Nossas opiniões são a pele na qual queremos ser vistos.

26 — Não há razão para buscar o sofrimento, mas, se ele surgir em sua vida, não tenha medo: encare-o de frente e com a cabeça erguida.

27 — A razão começa na cozinha.

28 — O futuro influi no presente da mesma maneira que o passado.

29 — Não deveríamos tentar deter a pedra que já começou a rolar morro abaixo; o melhor é dar-lhe impulso.

30 — A maneira mais eficaz de corromper o jovem é ensiná-lo a admirar aqueles que pensam como ele e não os que pensam de forma diferente.

31 — Toda queixa contém em si uma agressão.

32 — No amor sempre existe algo de loucura e na loucura sempre existe algo de razão.

33 — Quem deseja aprender a voar deve primeiro aprender a caminhar, a correr, a escalar e a dançar. Não se aprende a voar voando.

34 — Quem luta contra monstros deve ter cuidado para não se transformar em um deles.

35 — São muitas as verdades e, por esse motivo, não existe verdade alguma.

36 — A mentira mais comum é a que o homem usa para enganar a si mesmo.

37 — Deveríamos considerar perdido o dia em que não dançamos nenhuma vez.

38 — Há mais sabedoria no seu corpo do que na sua filosofia mais profunda.

39 — Se ficar olhando muito tempo para o abismo olhará para você.

40 — As posições extremas não são seguidas de posições moderadas, e sim de posições contrárias.

41 — Preciso de companheiros, mas de companheiros vivos, não de cadáveres que eu tenha que levar nas costas por toda parte.

42 — Eis a tarefa mais difícil: fechar a mão aberta do amor e ser modesto como doador.

43 — A arrogância por parte de quem tem mérito nos parece mais ofensiva que a arrogância de quem não o tem: o próprio mérito é ofensivo

44 — Todos os grandes pensamentos são concebidos ao se caminhar.

45 — Quem não sabe guardar suas opiniões no gelo não deveria entrar em debates acalorados.

46 — Dois grandes espetáculos são muitas vezes suficientes para curar uma pessoa apaixonada.

47 — Quem declara que o outro é idiota fica chateado quando, no final, descobre que isso não é verdade.

48 — Amigos deveriam ser mestres em adivinhar e calar: não se deve querer saber tudo.

49 — Usar as mesmas palavras não é garantia de entendimento. É preciso ter experiências em comum com alguém.

50 — Estava só e não fazia outra coisa além de encontrar-se consigo mesmo. Então, aproveitou sua solidão e pensou em coisas muito boas por várias horas.

51 — A potência intelectual de um homem se mede pelo humor que ele é capaz de manifestar.

52 — Gosto dos valentes, mas não basta ser um espadachim: também é preciso saber a quem ferir. E, muitas vezes, abster-se demonstra mais bravura, reservando-se para um inimigo mais digno.

53 — De que vale o ronronar de alguém que não sabe amar, como um gato?

54 — Para chegar a ser sábio, é preciso querer experimentar certas vivências. Mas isso é muito perigoso. Mais de um sábio foi devorado nessa tentativa.

55 — O cérebro verdadeiramente original não é o que enxerga algo novo antes de todo mundo, mas o que olha para coisas velhas e conhecidas, já vistas e revistas por todos, como se fossem novas. Quem descobre algo é normalmente este ser sem originalidade e sem cérebro chamado sorte.

56 — Quem não dispõe de dois terços do dia é um escravo.

57 — O melhor meio de ajudar pessoas muito confusas e deixá-las mais tranquilas é elogiá-las de forma veemente.

58 — O homem amadurece quando reencontra a seriedade que demonstrava em suas brincadeiras de criança.

59 — Ninguém é tão louco que não possa encontrar outro louco que o entenda.

60 — Na maior parte das vezes que não aceitamos uma opinião, isso acontece por causa do tom em que ela foi manifestada.

61 — Acredito que os animais veem o homem como um ser igual a eles que perdeu, de forma extraordinariamente perigosa, a sanidade intelectual animal. Ou seja: veem o homem como um animal irracional, um animal que sorri, que chora, um animal infeliz.

62 — Antes de se casar, pergunte a si mesmo: serei capaz de manter uma boa conversa com essa pessoa até a velhice? Todo o resto é passageiro num matrimônio.

63 — É muito difícil os homens entenderem sua ignorância no que diz respeito a eles mesmos.

64 — Pobre do pensador que não é o jardineiro, mas apenas o canteiro de suas plantas.

65 — Um poeta escreveu em sua porta: “Quem entrar aqui me honrará. Quem não entrar me proporcionará um prazer”.

66 — A verdade é que amamos a vida não porque estamos acostumados a ela, mas porque estamos acostumados com o amor.

67 — O homem é a causa criativa de tudo o que acontece.

68 — Seus maiores bens são seus sonhos.

69 — Quem não sabe dar nada não sabe sentir nada.

70 — As ilusões são certamente prazeres dispendiosos, mas a destruição delas é mais dispendiosa ainda.

71 — A essência de toda arte bela, de arte grandiosa, é a gratidão.

72 — Não é raro encontrar cópias de grandes homens. E, como acontece com os quadros, a maior parte das pessoas parece mais interessada nas cópias do que nos originais.

73 — Quem não teve um bom pai deve procurar um.

74 — Os poços mais profundos vivem suas experiências lentamente: esperam um bom tempo até saberem o que caiu em suas profundezas.

75 — Quando temos muitas coisas para guardar nele, o dia tem 100 bolsos.

76 — Uma alma delicada se sente mal quando sabe que receberá agradecimentos. Uma alma grosseira se sente mal quando sabe que precisa agradecer a alguém.

77 — Não se pode odiar enquanto se menospreza. Não se pode odiar mais intensamente um indivíduo desprezado do que um igual ou superior.

78 — Quantos homens sabem observar? E, desses poucos que sabem, quantos observam a si próprios? “Cada pessoa é o ser mais distante de si mesmo.”

79 — A guerra emburrece o vencedor e deixa o vencido rancoroso.

80 — Cada mestre não tem mais que um aluno e esse aluno lhe será infiel, pois está predestinado a ser mestre também.

81 — O mundo real é muito menor que o mundo da imaginação.

82 — Se você for magoado por um amigo, diga a ele: “Eu o perdoo pelo que me fez, mas como poderia perdoá-lo pelo que fez a si mesmo?”

83 — A esperança é muito mais estimulante que a sorte.

84 — O que não nos mata nos fortalece.

85 — Quem vê mal sempre vê pouco. Quem escuta mal sempre escuta demais.

86 — Toda vez que me elevo, sou perseguido por um cachorro chamado Ego.

87 — Todo idealismo perante a necessidade é um engano.

88 — Você tem o seu caminho. Eu tenho o meu. O caminho correto e único não existe.

89 — Toda convicção é uma prisão.

90 — Nossa vida nos parece muito mais bonita quando deixamos de compará-la com as dos outros.

91 — As pessoas esquecem de seus erros depois de confessá-los ao outro, mas o outro normalmente não se esquece.

92 — Eis a fórmula da felicidade: um sim, um não, uma linha reta, uma meta.

93 — A melhor maneira de começar o dia é se comprometer a fazer feliz ao menos uma pessoa antes de o sol se pôr.

94 — A simplicidade e a naturalidade são o objetivo supremo e último da cultura.

95 — A vida não é muito curta para que fiquemos entediados?

96 — Não atacamos apenas para machucar o outro, para vencê-lo, mas, algumas vezes, pelo simples desejo de adquirir consciência de nossa força.

97 — Nossas carências são os melhores professores, mas nunca mostramos gratidão diante dos bons mestres.

98 — Quem fica remoendo alguma coisa se comporta de maneira tão tola quanto o cachorro que morde a pedra.

99 — O amor não é consolo — é luz.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Para pensar o modo de subjetivação militante, ou sobre porquê acreditar nas minhas intuições


Militância como modo de vida, Luiz Cláudio Figueirêdo, 1993.



em que pese esta variada implantação, penso que o tipo perfeito de militante foi aquele gerado pelos partidos ditos de esquerda e, mais particularmente, na tradição marxista-leninista. O exame desta militância nos será ainda mais elucidativo porque, além de concentrar paradigmáticamente os traços essenciais desta modalidade de subjetivação, ela exibe, de forma patética, a contradição entre as pretensões revolucionárias e transformadoras e a elaboração de identidades resistentes, reativas, defensivas e obturadas. (...) A identidade militante assenta-se, sustenta-se e garante-se em dois enquadres temporais: o do tempo longo dos princípios e ideais e o do tempo curto das urgências.

Tempo longo - tempo da revolução transcendental a luz do que tudo será avaliado. 
Tempo curto -  aquele no qual é preciso executar as tarefas fundamentias de um programa de ação repetitivo e estenuante


ao contrário do que pode parecer para quem olha a questão pelo viés policial, a clandestinidade é um reduto de segurança, é o grande dique a proteger as ficções que sustentam esta identidade contra as marés do tempo e as marolas do outro

Os discursos de autolegitimação da militância revolucionária  transitam sobre três eixos: o eixo da 'ação desalienada', o eixo do 'movimento inexorável da história' e o eixo do 'serviço prestado à causa'.

  1. O eixo da 'ação desalienada' reivindica para o militante a condição de verdadeiro sujeito por ter-se libertado dos constrangimentos sociais para se  assumir como senhor de sua própria vontade e artífice da própria vida.
  2. O eixo do 'movimento da história' reivindica para o militante a condição de 'verdadeiro sujeito' por ter-se transformado em veículo de impulsos sociais que seguem seu próprio rumo e no seu próprio ritmo, carregando consigo, com a força de uma vontade necessária e impositiva, os que se dispõem a ouvi-los e a fazê-los seus. [ CONSCIENTIZAÇÃO DO OUTRO]
  3. O eixo do 'serviço prestado' reivindica para o militante a condição de 'verdadeiro sujeito' por ser o intérprete e campeão abnegado de uma causa a cuja vontade ele se assujeita integralmente, incorporando-a e renunciando a qualquer direito individual. É neste contexto que se elaboram os vínculos de cega obediência ao partido e em que se fazem ouvir, como em nenhuma parte, as vozes da disciplina.
Apesar de tudo, enquanto conservou alguma credibilidade, a forma de subjetividade do militante marxista-leninista serviu de padrão da militância do século XX.

E m qualquer esfera em que seja exercida, a militância transforma a vida num jogo imaginário de estratégias que se destina a prever e calcular os acontecimentos de forma a lhes retirar qualquer propriedade efetivamente 'acontecimental'. A militância é uma defesa sistemática contra o acontecimento, é um dispositivo de vedação. (...)

Esta predominância da técnica na militância expõe de forma claríssima o investimento da vontade, que se arma com todos os recursos disponíveis, para o fortalecimento reativo de uma subjetividade acuada. É essa natureza defensiva e sintomática da militância que a torna, simultaneamente, um fenómeno característico do século XX , mas nostálgicamente orientado para os séculos anteriores nos quais a vontade podia gozar de uma posição muito mais sólida como princípio de unificação das identidades. E esta posição que fica comprometida na configuração contemporânea do espaço triangular formado pelos vértices do Liberalismo, do Romantismo e das Disciplinas, com suas mútuas atrações e seus antagonismos insuperáveis.

Referências Importantes do texto
FIGUEIREDO, Luís Cláudio (1992). A invenção do psicológico. Quatro séculos de subjetivação (1500-1900). São Paulo, Escuta-Educ



Retomando minhas idéis para a(s) Tese(s)


Retomando meu estudo específico, tanto para começar a escrita do ensaio dois da tese ( Inconformados do mundo, uní-vos à esquerda), quanto para ir entendendo melhor algumas questões sobre o surgimento da ideia de militância e para preparar a apresentação a ser feita em Natal, precisei fazer um pequeno ajuste no quadro resumo das hipóteses que havia desenvolvido anteriormente.


Teorias de Ação Coletiva
Estratégias para contestação das normatividades vigentes

Matriz Teórica/
Paradigma de Ação

Ativista
Militante

Tática 
Ocupação
Conscientização



Dispositivo

Rede

Partido


Subjetivação
Conectada
Ressentida


Para falar em subjetivação, eu precisaria pensar nas dimensões de táticas e dispositivos, sendo assim, em minha cabeça, o estudo junto ao PPG Sociologia seria condição para investigação na Psicologia. O descompasso temporal entre eles pode ser um problema, contudo, acho que a atenção metodológica e a dedicação em tempo integral aos dois programas, pode resolver a questão.

ps: A introdução, feita pelo Ademar Boco, no livro da série da Teoria da Organização Política é um texto ótimo que reforça algumas ideias que eu vinha tendo e deu uma pista muito importante sobre a importância de entender melho o que se passou na Terceira Internacional Comunista.  Ele também afirma que a Comuna de Paris serviu de grande inspiração para o molde das formas de ação dos comunistas. 

domingo, 11 de setembro de 2016

Trip 220 - especial: o novo ativismo

e se eu lesse alguns desses livros?


http://contentviewer.adobe.com/s/Trip/bb109b2d39d04fdbb2433f4b127294de/edicao.220/65288.html

para ilustrar coisas

“Os cartazes desta história”, livro que reúne manifestações políticas da América Latina em prol dos Direitos Humanos

Obra é parte do projeto “Resistir é Preciso…”, que resgata a memória da resistência contra a ditadura
http://resistirepreciso.org.br/os-cartazes-desta-historia/

Trip de 200 com reportagem sobre o tema
https://books.google.com.br/books?id=cC0EAAAAMBAJ&printsec=frontcover&hl=pt-BR#v=onepage&q&f=false

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Sobre medo - idéias para o trabalho de pós doutorados

Entendendo que estou com medo pelo desamparo econômico que posso vir a experimentar, resolvi registrar aqui nomes importantes que posso usar/pensar para seguir minha vida de NerD sustentado por Fundação de Apoio a Pesquisa.

Jean François Germain Tible  - http://lattes.cnpq.br/9800900089728138

Vladimir Pinheiro Safatle - http://lattes.cnpq.br/7208476340192177

http://www.fes.org.br/

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

ideias holandesas para a tese na psicologia

Enquanto vou passeando de bike e descobrindo que a vida na via pública é possível, vou pensando em questões interessantes para tese na psicologia.  Uma delas foi retomar uma ideia antiga e fazê-la acançar.

  • Uma tese feita de ensaios, quase como contos teóricos, os quais seriam desenvolvidos com os meus parceiros de escrita na vida, e que teriam uma estrutura organizativa que possibilitasse ao leitor, debruçar-se sobre todos eles num continuo, lê-los separadamente e na ordem que deseja-se. Isso demandará um tipo de revisão do material final feita por alguém que entenda de narrativas, Isaac? Pensando nos tópicos com o que sei hoje, o texto da tese seria assimz
    • Para (re)colocar um problema: a militância em questão 
    • Movimento Passe Livre, Podemos e experimentações participativas: quem é o sujeito político das democias  em tempos de internet?
      • Apresentar as concepções de sujeito pressupostas pelos regimes político democráticos e, se necessário/possível usar as seguintes distinções Povo_X_Multidão; Sujeito das Luzes X Corpo Sujeito Spinoza. Detalhar mais sobre o ativismo 
    •   Problemas no paraíso: algumas questões sobre a revolução como paradigma de mudança
      • Apresentar os limites dos avanços em onde se fez A revolução ( cuba, china), bem como uma perspectiva mais psicológica ( psicologia social psicanalítica sobre os processos de produçao de mudan)
        • Rascunho:Subjetivaçao, militante, ativista, e acoes coletivas para produzir mudança
    • Inconformados do mundo, unívos à esquerda
      • Discutir a noção de esquerda e a crise de legitimidade que vem se passando atualmente quanto as possibilidades de mudança via partidos e afins.
por hora é isso


achado
http://menthor.co/login.php 

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Sínteses necessárias a estruturação do pensamento e ao planos futuros



Teorias de Ação Coletiva
Estratégias para contestação das normatividades vigentes

Matriz Teórica/
Paradigma de Ação

Ativista
Militante

Tática 
Ocupação
Revolução



Dispositivo

Rede

Partido


Subjetivação
Conectada
Ressentida



Tenho tentado organizar o meu pensamento para fazer me compreensível para os avaliadores dos programas do doutorado. A tabela acima, sistematiza minha hipóteses e minha proposta de leiutra do fenômeno da ação coletiva. Para o estudo de revisão bibliográfica o qual estou me propondo, faz sentido classificar as grandes teorias de ação coletiva dentro dessas duas grande matrizes. Para observar a forma como os movimentos de engajamento, contestação e protesto atuam, cabe pensar esses dois paradigmas de ação. No meu entendimento, são duas leituras paralelas do mesmo fenômeno - ação coletiva para contestação da normatividade. Sobre a forma de estudar isso nos doutorados, penso, inicialmente, em me ater a dimensão dos dispositivos e das táticas no PPG Sociologia, e a questão da Subjetivação no PPG Psi. De onde eu vejo agora, para falar em subjetivação, eu precisaria pensar nas dimensões de táticas e dispositivos, sendo assim, em minha cabeça, o estudo junto ao PPG Sociologia seria condição para investigação na Psicologia.